quarta-feira, 12 de setembro de 2012

cria

Eu como carne suja
estraçalhada
estirada pelos chãos e ruas

Eu como nua
bocas rotas
corpos podres e ancas cruas

Eu me rendo
Eu me entendo
Eu me como.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

velho sábio.


Sentia-me contente por não estar apaixonado, por não estar contente com o mundo. Gosto de estar em desacordo com tudo. As pessoas apaixonadas tornam-se muitas vezes susceptíveis, perigosas. Perdem o sentido da realidade. Perdem o sentido de humor. Tornam-se nervosas,psicóticas, chatas. Tornam-se, mesmo, assassinas.

Lei do retorno.


Uma tentativa de assalto,
uma ameaça no trabalho
e um sonho com ex.

Ok. Já paguei os meus pecados...
O que mais poderia me desejar de mau?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

sazonal

I.
No inicio, comum. Amava-os. Amavam-me. Depois, brigas, socos e vilanias. Humilhações incontáveis e palavrões indizíveis. Escorraçada, humilhada. Exaurida em lamentações e choros intermináveis.
II.
Repentinamente a mudança: amores e abraços e admirações. Tornávamos-nos casais vulgares, com promessas de eterno, para, em seguida, ser abandonada novamente.
III.
Agradecia. Não sei viver de calma, o que me alimenta é o desespero.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Destilados ou barba rala.


Suaves, deslizando nossos sonhos, permitindo mentiras exageradas e quadros fotográficos de unicórnios amarelos. Nada existia ali, existir o simples momento seria motivo pra expulsão do Olimpo e nós sabíamos que Jack Daniels nos tornava deuses melindrosos e mimados. Sabíamos desde o inicio que entre almas irmãs não há desejo, ou há. O Jack disse que talvez e os quatro goles confirmaram o pecado que convenientemente tornamos de outro no dia seguinte.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Do indesejável e sim! É pra você.

"O idiota fala, o tolo discute, o sábio escuta..."
(Provérbio chinês)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

é, clichê. é clichê.

A vida é clichê.
Prometi a ela que não cairia mais no buraco, estava esperta, desviava de olhos fechados e nas pontas dos pés.

Um dia caí.
Nem acreditei e fiquei ali, sentada no chão olhando o buraco, como se isso apagasse a queda.

Não apagou.
Lembro todos os dias que não houve discernimento ou malandragem que evitasse.

Em bom português:
me fodi.

Foder-me-ei ainda mais. Foderei também. Verei gente sendo fodida.

Porque não adianta inventar ineditismo, malandro.

No fim é tudo fim,
é clichê.