Mas não daquela a que me referi, não no sentido em que pensava naquele momento, naquela frase buscava a segurança, o tangível que proporciona uma sensação de vida confortável. Como das pessoas que vivem presas ao concreto, ao sapato, ao ônibus, `à colher no almoço, ao relógio no pulso. Naquela frase quis negar a possibilidade de me render à fantasia, porque sim, sonhar me toma metade do tempo a mais do que a metade que deveria. Estava tentando me encaixar.
"Negar o amor era negar a vida; toda negação do amor gera a morte, não importa que amor, não importa que proibição". (Lya Luft)



