segunda-feira, 21 de setembro de 2009

la coïncidence.

A primeira coisa que fiz foi seguir seus passos com o olhar.

Queria aprender como andava, para onde e por quê.

Estava consciente da barreira que se transpõe quando duas pessoas, estranhas à vida uma da outra, se aproximam. Porque a simples conversa muda um mundo.

Antes nunca havíamos nos falado e eu sabia que queria essa conversa há muito tempo, mas permanecia inerte e sisuda. Era minha forma de fingir que aquele momento não me era necessário, e hoje, estou pronta para assumir que era, que a inércia representava a espera do ponto certo, insanamente aquele era o instante em que a barreira cedia.

E foi assim que ignorei os sons ao redor e milhares de pessoas. Foi assim que repousei ao seu redor e comecei um diálogo insólito do qual lembro vagamente de uma ou outra palavra dita. Mas o que gravei com perfeição foi o sorriso, ainda enxergo o momento em que levantou a cabeça e sorriu para mim. Com uma certeza absurda, posso dizer que depois disso o mundo já havia mudado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009